segunda-feira, dezembro 28, 2009

A família precisa de bom senso e união

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(ACT às 19:10) Terminou há pouco mais de uma hora o prazo para a apresentação das listas de candidatos às eleições que estavam marcadas para 9 de Janeiro. Como se esperava, ninguém se apresentou a votos.
Alexandre (a única pessoa que se mostrou disponível para assumir os destinos do Varzim) falhou o objectivo, depois de coleccionar sucessivas negas. Primeiro a de Virgílio Constantino, convidado para ser o rosto da liderança, depois das críticas ferozes que dirigiu a Lopes de Castro; depois a de Miguel Sousa Neves que deu o dito pelo não dito para presidir a Assembleia Geral.
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E, nesse sentido, abrem-se dois cenários para o futuro directivo do nosso clube: ou Lopes de Castro cumpre a promessa de apresentar uma lista (por não aparecer mais ninguém) ou voltamos aos tempos das Comissões Administrativas. Em qualquer destas circunstâncias, julgo que seria inteligente da parte de quem venha a assumir as mais altas responsabilidades dentro do Varzim aproveitar o contributo e o conhecimento do Alexandre para que possa assumir a gestão do futebol profissional do Varzim.
Mas voltando ao futuro desenho directivo do Varzim, parece que a Comissão Administrativa é mesmo o cenário mais provável. Digo-vos, desde já, que não me agrada. Para mim, uma Comissão Administrativa é uma espécie de vazio e, no caso do nosso Varzim, isso é grave porque as sérias dificuldades que enfrentamos requerem solidez dos corpos dirigentes, firmeza nas decisões, prioridades no ataque à nossa crise financeira mas, também, de auto-estima. A sucessão de episódios recentes vêem confirmar as evidências: como se já não nos bastasse a crise dos salários em atraso (responsável directa pela falta de brilhantismo do nosso desempenho desportivo), o temporal mandou parte da cobertura da nossa bancada central pelos ares.
E agora? Bem, agora é preciso arranjar o estrago. E porque os cofres do Varzim não chegam nem para 'pôr a cantar um cego', Lopes de Castro tomou a única atitude que podia tomar. Pediu ajuda à Câmara da Póvoa e Macedo Vieira não recusou. Um gesto bonito, provavelmente impulsionado pelo espírito de festa... pelo 94.º aniversário do Varzim e pelo espírito fraternal e generoso da quadra que vivemos por estes dias.
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Apesar de não ter estado presente na cerimónia, li pelos jornais o essencial dos discursos e, fazendo fé na imprensa, falou-se muito de união da família varzinista, foi evidente uma postura optimista (espero que responsável) face à resolução atempada dos problemas mais graves que afectam o Varzim. Foi até tempo de fazer as pazes até com aqueles que tentaram vetar nos tribunais o projecto do novo estádio, a 'Obra do Regime' Castro que (espero eu e todos nós) terá conhecido o seu último episódio - antes do arranque das obras - com a formalização da compra dos terrenos onde vai ser erguida a nova estrutura. As fotografias documentam-no: Américo Graça, sócio n.º 1 do Varzim, foi o primeiro a receber o título de propriedade simbólico dos terrenos. Não sei se terá sido da hora matinal, mas a sua expressão facial não indicia grande satisfação. Talvez tenha sido a elegante bofetada de luva branca que Lopes de Castro deu aos ferozes opositores do projecto 'Varzim Estádio'.
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Mas voltando aos recortes da imprensa e aos discursos de Lopes de Castro, José Maria Reina e Macedo Vieira (todos eles apelaram à união dos varzinistas), li tudo isso e confesso que fiquei contente, por um lado, mas muito apreensivo por outro. Sobretudo porque, através do que li, fiquei sem saber se, afinal, a Câmara da Póvoa (Dr. Macedo Vieira, melhor dito) e a direcção do Varzim (personificada por José Manuel Lopes de Castro) enterraram definitivamente o 'Machado de Guerra' - que em tantas situações foi apontado em riste de parte a parte - ou se todos estes discursos com sabor a rabanada e Bolo Rei são apenas circunstanciais.
Meus amigos, a situação do Varzim é grave. Tão grave que já não é possível paliá-la com falinhas mansas e tretas de ocasião. Mas também não se resolve com certa arruaça que uns quantos tribunos insistem em alimentar. Infelizmente, esses dejectos blogosféricos mancham de vergonha o empenho dos que, todos os dias, dão o seu tempo para que os varzinistas possam partilhar espaços abertos de discussão construtiva. Mas não nos fazem desistir!
A finalizar, faço votos para que 2010 seja o ano em que todos percebam que o Varzim precisa da Póvoa toda... sociedade civil, dirigentes políticos, dirigentes desportivos cientes daquilo que é melhor para o futuro do clube, empresários locais comprometidos na ajuda financeira que se impõe.
É profundamente errada a ideia de que o Varzim é apenas o futebol sénior... esse sorvedouro de dinheiro, muitos dirão... um poço sem fundo, advogarão outros que tais.
Não! O Varzim é todo um sector de formação que movimenta centenas de miudos, das escolinhas aos juniores, que gostam de jogar à bola... é uma secção de Karaté que tem alcançado sucessos desportivos que a todos nos orgulham... e será, no futuro uma equipa de futebol de praia (não faria sentido que a Póvoa fosse uma cidade de vocação balnear sem, ao menos, ter uma equipa de futebol de praia).
A função social do Varzim é enorme. Os ganhos para a Póvoa são incalculáveis, daí que a cidade precise de um clube forte, de um clube vivo. Um velhinho, quase centenário, mas que quer ter (e estou certo que vai ter) um futuro mais risonho que o presente.
E nós cá estaremos para festejar!
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quarta-feira, dezembro 23, 2009

Para todos os que nos visitam

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Finalmente os terrenos

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Chega assim ao fim mais um episódio da novela 'Varzim Estádio'. Cumpriu-se o prazo estabelecido para a concretização da escritura dos terrenos que vão receber o futuro recinto desportivo, e agora não há mesmo nada a impedir o avanço das obras.
Venha de lá o novo estádio... e de preferência melhores notícias para o nosso futuro.
Dia 25 de manhã deveremos ficar a saber de mais qualquer coisa.
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"A partir de agora, a obra pode iniciar-se no Parque da Cidade. O clube comprou a totalidade dos 54 mil metros quadrados, compromisso celebrado hoje, terça-feira, entre todas as partes. Antes porém, havia a hipotética possibilidade deste acto, passar para o dia 15 de Janeiro próximo. No entanto todas as partes concluíram este processo, pelo que a partir de agora o Varzim tem todas as condições para que o estádio nasça no Parque da Cidade.
Lopes de Castro presidente do Varzim ficou desta forma mais satisfeito, dado que esta era uma das pretensões do seu executivo, prestes a terminar o mandato. O actual comandante da nau varzinista afirmou 'que este é um dia importante para o clube, que aumentou o seu património'. Aproveitando o dia de aniversário, a acontecer no dia de Natal, vai ser entregue aos sócios um título de propriedade simbólico, para que estes sintam que uma parte dos terrenos lhes pertence."
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Notícia: Póvoa Semanário
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domingo, dezembro 20, 2009

O empate mais injusto de todos

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Motivos profissionais impediram-me de ir a Barcelos, o que até nem foi mau de todo porque, ao ser obrigado a ver o jogo pela televisão, percebi que a imagem que a imprensa desportiva nacional tem de nós - pelo menos os narradores da SportTV - é a de que, afinal, o Varzim não é nenhum pobre coitado, lá porque enfrenta sérias dificuldades financeiras e uma gravíssima instabilidade no seio do grupo de trabalho.
No auge dessas mesmas limitações, vale a pena dizer que, num jogo em que enfrentámos um dos líderes do campeonato, os nossos jogadores foram uns profissionais de mão cheia e vulgarizaram o Portimonense, que se mostrou incapaz de criar perigo para a baliza poveira. De resto, Marafona terminou o jogo sem fazer uma defesa digna desse nome.
O destaque evidente vai para as exibições de Nelsinho (para mim, o melhor do Varzim em campo), Saldanha, Tito e Moreira.
Pena foi que este último tivesse falhado tantos golos que estiveram tão perto de desfazer o nulo... e que Alê estivesse numa tarde, eu diria, divinamente inspirada! O resultado final é uma tremenda injustiça: o Varzim merecia uma sorte muito melhor porque dominou em todos os parâmetros de análise da partida (muitos mais ataques, remates e posse de bola).
Fiquei muito bem impressionado com a nossa prestação e tenho esperança de que possamos alcançar a nossa tranquilidade o quanto antes.
Litos fez uma análise correctíssima do jogo e reconheceu que o seu Portimonense jogou mal diante de um Varzim heróico, que ao longo dos 90 minutos da partida fez esquecer uma semana negra, com os jogadores a levantarem o pré-aviso greve mesmo na véspera da partida.
Apesar de toda essa turbulência, a dignidade, a galhardia, o espírito de sacrifício dos nossos bravos traduziram-se numa inquestionável superioridade.
Mas faltaram os golos... já é um hábito! E isso retira substância e, até, um pouco de alegria a este post.
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Eduardo Esteves sabe que essa é uma falha capital nesta equipa. Não é por acaso que à 14.ª jornada temos o pior ataque, com apenas nove golos marcados.
Tivéssemos os cofres mais folgados e um bom ponta de lança seria uma boa prenda no sapatinho. À falta de dinheiro, há que investir na prata da casa. Qualidade não falta. Tem é que ser bem trabalhada.
O Varzim segue para as mini-férias natalícias com problemas sérios por resolver dentro, mas sobretudo fora das quatro linhas.
Efectuou o seu último encontro para o campeonato antes das eleições de 9 de Janeiro e, pelo futebol que praticou, deu mostras de que a confiança que o futuro inspira pode ser, afinal, tudo aquilo que falta para que o futuro do Varzim seja mais tranquilo. Para todos: jogadores e adeptos!
Por isso, agora, resta-me desejar a todos um Bom Natal e uma entrada num 2010 de renovada esperança.
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sexta-feira, dezembro 18, 2009

Já pagaram

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Os jogadores receberam um mês e vão jogar frente ao Portimonense.
A melhor coisa que podem alcançar é uma vitória. Eu acredito!
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Pagam ou não pagam?

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O prazo termina hoje.
Comparência no jogo com o Portimonense está em risco. Caso se confirme, o Varzim perde administrativamente por 3-0 e leva uma 'patada' que pode ir até aos 10 mil euros.
Tem a palavra (e a acção) o presidente do Varzim.
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quarta-feira, dezembro 16, 2009

SUPREMA HUMILHAÇÃO

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A Liga de Clubes determinou que o Varzim x Portimonense da próxima jornada se vai jogar no Estádio Cidade de Barcelos.
A notícia chegou hoje ao final da tarde e vem dar razão ao relatório que apontava falhas na segurança da cobertura da bancada central. O mau tempo limitou-se a confirmar esse dado.
É triste, mas é mais um capítulo da nossa humilhação. De tudo o que tinhamos a lamentar, face à conjuntura difícil em que estamos mergulhados, junta-se mais este episódio.
Mais vale ir à bruxa!
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Tanta má notícia... venha de lá uma alegria

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A crise em suma

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1. Os jogadores continuam sem receber (se não lhes pagarem parte do que está em falta até sexta-feira, não jogam frente ao Portimonense);
2. Virgílio Constantino, que tão veementemente criticou Lopes de Castro e chegou mesmo a ser dado como candidato certo às eleições de 9 de Janeiro, recuou alegando as dificuldades financeiras que o clube atravessa. Miguel Sousa Neves, que já teria dado o ok a Alexandre, também recusa incorporar a lista do ex-capitão como candidato à Assembleia Geral (AG) do Varzim;
3. Alexandre tem até dia 28 para encontrar um candidato à AG e apresentar uma lista para os três órgãos sociais do clube;
4. E, como se não bastasse tudo isto, o temporal mandou parte da cobertura da bancada central pelos ares. Voltamos a ficar nas mãos da Liga para saber se o jogo da próxima jornada se realiza na Póvoa ou se (suprema humilhação) teremos de pedir casa emprestada para receber o Portimonense.
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(...)
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Eu ainda aguardo, em jubilosa esperança, que este mal não dure sempre. E quero acreditar que o nosso futuro pode ser muito melhor que o nosso presente.
A questão é saber: quantos varzinistas acreditam nisto tanto como eu? E quantos notáveis varzinistas estarão disponíveis para se chegarem à frente e ajudarem à reconstrução e recredibilização do clube? Se isso não acontecer, teremos mais do mesmo: Lopes de Castro avança exactamente na altura em que deveria sair do Varzim.
Os próximos dias serão decisivos.
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Foto: Póvoa Semanário
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segunda-feira, dezembro 14, 2009

Sem milagre, mas com esperança

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Domingo, dia 13, em Fátima... o milagre não ocorreu, mas 'do mal o menos'.
O nulo que a turma poveira segurou pelas pontas lá deu para arrecadar mais um pontinho. Numa jornada em que nem precisou de marcar, o Varzim lá subiu um lugar na tabela, beneficiando das derrotas do Penafiel e do Carregado e do empate do Freamunde.
Nas condições em que todos sabemos que a equipa (sobre) vive, estou em crer que cada semana acima da linha de água é uma vitória, e cada jornada uma final rumo a uma tranquilidade que tarda. Mas que estou certo que vamos alcançar.
Um novo tempo aproxima-se no Varzim. Esperemos que com ele venha a estabilidade que escasseia... e a esperança de que é possível levantar este gigante que, para muitos, é já uma causa perdida.
Que o tempo dê razão àqueles que acreditam, com esperança, no dia em que vão voltar a ver este Varzim reentrar pela porta grande no escalão maior.
O combate prossegue na próxima semana. Se tudo correr dentro do que deve ser a normalidade, a direcção pagará aos jogadores o que deve até dia 18 e o Varzim não fará aquela triste figurinha de não comparecer ao jogo com o Portimonense, um dos líderes deste campeonato... o que dá direito a honras televisivas.
Perder o jogo por falta de comparência com os olhos do país postos em nós seria uma vergonha suprema, uma indescritível humilhação que creio que nenhum jogador quererá passar. Já é suficientemente humilhante o incumprimento dos compromissos salariais que é da exclusiva responsabilidade de quem gere o clube.
Quanto mais não seja, e desde logo, porque deve uma cabal explicação aos seus atletas. E, até agora, que se saiba, isso ainda não aconteceu.
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sexta-feira, dezembro 11, 2009

Mais uma prova de fogo...

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... com uma greve no horizonte.
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terça-feira, dezembro 08, 2009

Respeitem estes atletas

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A situação dramática que o plantel do Varzim vive saltou para as estampas nacionais. Varzim, o clube das bolachas. A expressão tem sido até usada de forma indecorosa por quem, no exercício de funções jornalísticas, devia ter um pouco mais de respeito pelos atletas e por uma instituição que existe desde 1915. No domingo passado, uma tal de Cláudia 'não sei das quantas', colaboradora da Antena 1 usou a graçola durante toda a tarde, sempre que intervinha do Estádio do Varzim para dar informações sobre o Varzim x Carregado. A mais flagrante foi já quando a equipa se encontrava em vantagem: "Apesar de se alimentar apenas com bolachas, a equipa do Varzim segue na frente...". Mau jornalismo, um profissionalismo de trazer por casa, um trocadilho sem graça nenhuma, uma atitude infantil de quem - por não valer nada como comunicadora - se esqueceu que naquele momento era a voz da rádio pública, que é ouvida de norte a sul de Portugal.
E assim se faz chacota de uma situação que é dramática para mais de uma vintena de atletas, treinadores e demais funcionários, para um clube e para uma cidade que vê o seu maior símbolo desportivo a atravessar a maior crise dos últimos tempos.
Mas como se não bastasse, a situação do Varzim também já é notícia além fronteiras.
É curioso que, por vezes, ouvimos expressões que são verdades maiores: 'a nossa sociedade é como os porcos: quando um está ferido ou doente, até dentadas lhe dão para ele não se chegar à comida'.
Não há frase que melhor defina o nosso momento actual: estamos em baixo, mas parece que - para alguns - ainda não é o suficiente.
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Foto: AVG
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segunda-feira, dezembro 07, 2009

Dilúvio condenou o espectáculo

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'Um morto e dois feridos graves. É o resultado do encontro entre Varzim e Carregado este domingo na Póvoa de Varzim'.
A frase é apenas uma metáfora mas, no limite, espelha uma realidade fria e cruel como a tarde de ontem.
O morto é, sem dúvida, o jogo jogado que, nas condições em que o terreno se encontrava, não foi futebol, mas antes uma autêntica batalha aquática. Sem beleza, sem desenho táctico que resistisse. Apenas força e sorte, muita sorte!
Os dois feridos graves são o Varzim e o Carregado que, 90 minutos volvidos e com um empate no marcador, continuam sem descolar dos últimos lugares da tabela.
Apesar das limitações impostas pelo relvado e pelas condições meteorológicas, ambas as equipas deram o melhor possível. E neste particular, quero sublinhar a entrega abnegada dos jogadores do Varzim. Na última semana, o clube conheceu mais um episódio da pouca vergonha dos salários em atraso. A instabilidade é notória, fala-se em rescisões e greves, enquanto a direcção continua a alimentar um silêncio perturbador sobre esta matéria... e a obrigar os atletas a remeterem-se ao silêncio sobre o assunto, depois da posição pública manifestada na passada quinta-feira e que, obviamente, não agradou nem um pouco ao presidente Lopes de Castro.
Pois bem, em face disso, entrou em vigor a lei da rolha: alegadamente (embora não o admita) a direcção não quer que os jogadores voltem a tocar no assunto (sabe-se lá quais as consequências da 'prevaricação') enquanto o prazo de dia 11 vai caminhando para o fim.
E entretanto, o nosso Varzim vai ficando conhecido de norte a sul do país como o clube em que os jogadores se alimentam de pão, água e bolachas porque não recebem praticamente desde o início da época. Sinto vergonha, muita vergonha por tudo isto. Vergonha por ver que quem deve, pelo menos, uma satisfação aos rapazes por tudo o que se está a passar opta por fechar-se em copas ou dizer que não cede a pressões nem a discursos que têm feito escola nos últimos tempos.
E, naturalmente, também o plantel sente vergonha por ser obrigado a expor-se desta maneira. Mas a atitude em campo contraria tudo isso. Atendendo a todas as condicionantes, temos uma equipa de campeões, de verdadeiros profissionais e temos uma massa associativa que, na verdade, é mesmo do melhor que há. Ontem lá estiveram cerca de 600 pessoas no estádio, a maioria apinhadas na bancada norte (por força da interdição parcial da bancada central e de todo o topo sul), a tentar proteger-se o mais possível da chuva e do vento.
O momento do golo de André André foi fantástico: senti-me invadido por uma alegria e um orgulho indescritíveis, por ver que - mesmo num período tão complicado - a equipa quer dar aos adeptos motivos para sorrir. E o efeito desse lance foi notório. A equipa desinibiu-se, a ansiedade foi-se esbatendo e a vantagem até podia ter sido alargada. Veio o intervalo e o 1-0 sabia a pouco.
Durante o período de descanso choveu o suficiente para dar cabo do que restava do terreno de jogo. E o Carregado chegou ao empate num lance de pura felicidade... um remate forte e rasteiro com a defesa apanhada em contra-pé.
Ainda com tempo para contrariar a igualdade, o Varzim voltou a assumir as despesas do jogo, mas as dificuldades impostas pela lama não o permitiram.
Nota ainda para o mau juizo do árbitro da partida ao não marcar um penalti, para mim, nítido sobre Bruno Moreira (o avançado viu o amarelo por pretensa simulação) e uma outra falta evidente sobre Mendes, cuja sanção foi exactamente a mesma.
Pena foi que o #8 do Carregado não tivesse merecido o mesmo tratamento quando fingiu estar inanimado sobre o terreno para, minutos depois, voltar ao jogo fresquinho como uma alface. Puro e lamentável anti-jogo numa altura em que o Varzim pressionava e merecia inteiramente a vantagem no marcador.
Para a história fica o empate, uma posição difícil na tabela, um dia a dia difícil de gerir e uma complicada deslocação a Fátima na próxima semana.
Haja fé!
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sexta-feira, dezembro 04, 2009

Duelo de aflitos...

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... no momento mais difícil para o plantel do Varzim.
Jogadores dão até dia 11 para receberem dois dos três meses em atraso. Depois disso, o balneário pode entrar no desgoverno.
É o regresso à pouca vergonha. Os atletas exigem o que lhes é devido por obrigação contratual e a direcção não lhes dá a cara para explicar o que verdadeiramente se passa. Não há confiança mútua e são vãs as promessas de que os salários serão regularizados no prazo estabelecido por Lopes de Castro.
Enquanto isso, o Varzim aguarda parcimoniosamente pelos subsídios que não chegam.
E há um grupo de vinte e tal homens, mais treinadores e outros funcionários do clube que afundam em dificuldades à medida que os dias avançam.
Pode parecer até que pedimos demais. Mas uma vitória este fim de semana seria o tónico ideal para iniciar a lenta reconstrução que é necessário fazer depois das eleições de Janeiro.
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segunda-feira, novembro 30, 2009

Conta-me como foi...

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Na impossibilidade de ter ido ontem a Penafiel assistir ao jogo deste fim de semana, peço a quem lá foi que conte o que por lá se passou.
O que sei é pelo que leio, mas sobretudo pelo que tive oportunidade de ir 'picando' nas rádios.
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Ao que parece, pelo que ouvi, o problema da concretização mantém-se... e na segunda parte, o Varzim foi uma completa inexistência, o que terá tornado o resultado final numa imensa injustiça para o Penafiel.
Qual é a vossa opinião? O empate é qualquer coisa tipo 'do mal o menos'... ou as crónicas que rezam o que ontem se passou no Municipal 25 de Abril exageram no que diz respeito às dificuldades sentidas?
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sexta-feira, novembro 27, 2009

À atenção do próximo presidente

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"Segundo fontes certas da AF Porto, o futebol profissional do Varzim é para acabar por falta de condições e viabilidade do clube..."
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É o excerto de um dos comentários ao post sobre a falta de segurança na bancada central.
Podia até olhar para ele e ver que é só mais um comentário. Mas não é. Este é um cenário que nos ameaça e nos persegue desde que mergulhámos naquela que pode ser classificada como a pior crise da nossa história recente... provavelmente apenas comparável à que quase nos mergulhou na III Divisão, não fosse a FPF dar-nos razão no famoso 'Caso Trofense'.
O meu receio maior, sem qualquer tipo de dramatismo, é que este é o cenário mais provável, porque o mais certo é que - mesmo que consigamos a manutenção - a inscrição da equipa nos campeonatos profissionais fique seriamente comprometida, de resto à semelhança do que aconteceu com o Estrela da Amadora e o Boavista.
O Varzim não acaba, porque acredito que este nosso enorme clube nunca conhecerá o seu fim... ainda que para isso viva apenas na grata memória das muitas alegrias que já nos deu. Mas poderá não escapar a uma descida de divisão. E depois muitos se irão apressar a dizer que isso é da exclusiva responsabilidade da direcção A, do presidente da Câmara B, do treinador C ou do jogador D.
Mas falham o fundamental: a culpa é de uma cidade (e aqui incluo cidadãos e tecido empresarial local) que ao longo dos anos foi progressivamente deixando o seu principal embaixador desportivo votado a um incompreensível abandono.
Tanto mais incompreensível quando é precisamente nos momentos difíceis que o Varzim mais precisa de todos unidos e a remar para o mesmo lado.
Se nada fizermos, o clube cai para os escalões não profissionais, vê o público fugir do estádio (ainda mais) e vê drasticamente reduzidas as receitas mas não deixa de ter dívidas para pagar.
E o fim pode estar à vista. Não apenas do futebol sénior, que é o centro das principais atenções, mas também das camadas jovens, que desempenham uma importantíssima função social na educação e na formação dos nossos miúdos.
Está nas mãos de quem assumir o leme a partir de 9 de Janeiro garantir que tal não acontece e contribuir para que o Varzim volte a ser nosso e não apenas da Póvoa inteira.
Mas, acima de tudo, A PÓVOA INTEIRA!
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É preciso mais um triunfo capital...

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... para sacudir os negrumes que pairam... e para obter a segunda vitória numa semana, o que é sempre motivador.
Prof. Eduardo Esteves, atenção ao Danilo... e, já agora, repense a utilização do Lelo.
Há urgências que são inadiáveis.
Mais claro do que isto? Impossível.
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quarta-feira, novembro 25, 2009

Chapa 2 em Guimarães

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Bancada central imprópria para utilização

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Segundo um despacho publicado há minutos pela agência Lusa, "a bancada central do estádio do Varzim tem falta de condições de segurança, de acordo com um relatório da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, não sendo aconselhável a sua utilização.
Segundo a avaliação feita recentemente, a infra-estrutura apresenta evidentes sinais de degradação que podem colocar em causa a segurança dos espectadores.
O relatório aponta para a necessidade de o Varzim substituir a cobertura dessa bancada"
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É evidente que nada disto é novidade... a questão é: e agora? Substitui-se? Quanto custa? Com que dinheiro? E porquê que só agora estão a pegar connosco por causa disto?... justamente na altura em que estamos a passar maiores dificuldades... há coincidências que... enfim... não há coincidências.
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quarta-feira, novembro 18, 2009

Um pequeno aparte...

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... para vos falar da nossa Selecção.
Apesar deste blog versar (quase) exclusivamente assuntos relativos ao Varzim, queria aproveitar este post para felicitar a selecção nacional pela vitória na Bósnia e pelo apuramento para o Mundial 2010.
Num ambiente profundamente hostil... lembro-me particularmente da chegada dos jogadores portugueses ao aeroporto de Sarajevo, das declarações de Miroslav Blazevic (o seleccionador bósnio que prometeu que eles iam atacar como lobos esfomeados) e da monumental assobiadela ao nosso hino na cerimónia protocolar no batatal de Zenica... por tudo isso, afirmo com realismo, patriotismo e propositada dose de crueldade, NÓS MERECEMOS O MUNDIAL MUITO MAIS DO QUE ELES!
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PARABÉNS PORTUGAL!!!
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