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-Antes de mais, um reparo: não faz sentido nenhum agendarem a apresentação aos sócios numa quarta-feira, às 19 horas. Tudo bem que é Verão, mas nem toda a gente está de férias. Como tal, isso impossibilita muitos varzinistas de comparecerem no estádio. Quer dizer: se querem fazer a apresentação num dia de semana, tudo bem... mas agendem-na para as 21 horas ou 21:30.
O ideal mesmo era fazê-lo num sábado ao final da tarde ou à noite.
A escolha deste horário para o jogo de apresentação aos sócios resultou numa audiência igual ou menor a muitas que vi ao longo do campeonato do ano passado, em jogos a pagar.
Ok, chovia 'que Deus a dava'... mas, na minha modesta opinião, isso não explica tudo.
Se se quer uma boa casa na apresentação aos sócios, tem que se criar as condições para que isso aconteça. Com horários de acordo com a disponibilidade das pessoas. Assim é que não.
Adiante! Continuo a achar que estes resultados de pré-temporada valem o que valem.
Mas a verdade é que no verdadeiro teste às suas capacidades - perante os sócios e diante de uma equipa de primeira linha - a turma poveira deixou boa impressão.
Apresentado-se em 4-3-3, com uma formação extremamente jovem da baliza aos avançados, o Varzim arrancou para uma partida que, desde cedo, exigiu bastante do físico dos jogadores (sobretudo por causa do relvado pesado) e em que o equilíbrio foi a nota dominante.
Um ligeiro ascendente dos poveiros depois dos primeiros 15 minutos, deu frutos pouco antes da meia hora: Pedro Santos cabeceou certeiro, sem marcação, na sequência de um livre batido por Telmo e o Varzim inaugurou o marcador.
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DURO. O terreno pesado obrigou os jogadores a aplicarem-se (foto: A Bola)
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Na resposta, o Marítimo puxou dos galões e acabou mesmo por empatar: Taka irrompeu pelo lado direito da defesa, avançou área dentro sobre a linha de fundo para servir Elias Kanu que, também de cabeça, repôs a igualdade... com a defesa do Varzim completamente out-numbered e com o guardião Jefferson sem quaisquer hipóteses de travar o lance.
O resultado estava feito mas a história do jogo ainda não estava contada.
Veio a segunda parte e só a entrada de Manu deu ânimo à equipa de Carlos Carvalhal, sobretudo no primeiro terço da etapa complementar.
Não fossem duas excelentes intervenções de Marafona (substituiu Jefferson ao intervalo) e os madeirenses poderiam mesmo ter passado para a frente.
Depois desse curto período, o Varzim voltou a tomar conta do jogo e obrigou o Marítimo a suar até ao fim para garantir o empate.
A uma semana e meia do arranque das provas oficiais, resta mais um ensaio em Ribeirão.
Este contra o Marítimo foi bom.
Mas a 2 de Agosto (Fátima x VARZIM para a Taça da Liga) é que já é a doer.
Até lá, Eduardo Esteves terá que desenhar um onze base que conjugue as potencialidades de todos os elementos do plantel.
E não deverá andar muito longe disto:
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