Mostrar mensagens com a etiqueta Freamunde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Freamunde. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Descontinuidade forçada

-
Meus amigos, é com pena que vos digo que não tenho conseguido acompanhar regularmente as últimas semanas da vida do nosso clube. É uma descontinuidade que não me agrada, mas que será resolvida assim que esteja despachada uma série de afazeres que têm sido absolutamente prioritários.
Ontem estive a sofrer à distância através da rádio e, daquilo que pude ouvir, fiquei com a sensação que ontem tivemos tudo para conseguir finalmente (e pela primeira vez esta época) uma série de duas vitórias consecutivas. Mas parece que o azar nos persegue: se umas vezes é a escassa e perdulária concretização, outras é o guarda-redes que cede um frango com um defesa a ajudar à festa. E tudo isto num fatídico último minuto que significou - tão somente - a perda de uma vantagem (2-1) que teria segurado três pontos capitais.
-
-
Atenção... são coisas que acontecem. Mas cumprida que está a 20.ª jornada, não pára de crescer a extensa lista de azares em muitos embates em que fomos visivelmente superiores. Não nos adianta de nada lamentarmo-nos. E já perdemos a conta aos jogos bem conseguidos com pontos desperdiçados. Semana a semana, urge alcançar a pontuação necessária para que naveguemos até ao fim... sem grandes ambições, é certo (ou pelo menos sem nenhuma outra ambição que não a de conseguirmos um lugar o mais digno possível)... mas com a tranquilidade necessária para no fim do campeonato não sermos apanhados de calculadora na mão a fazer contas aos pontos que, por uma razão ou outra, nos foram escapando. O próximo duelo vai ser difícil. A deslocação aos Açores marca o reencontro com um Santa Clara que, com justiça, nos derrotou (e quase nos derreteu) na primeira volta, e que continua a precisar de pontos para não se perder dos lugares da frente onde agora figura uma improvável União Desportiva Oliveirense que, estou convencido, vai começar a distanciar-se da dupla de líderes... mais jornada, menos jornada. Ou seja: o Santa Clara x Varzim do próximo fim de semana é um embate entre duas equipas que, por razões distintas, necessitam - e de que maneira - dos três pontos em jogo. Justamente na altura em que a Liga Vitalis entra no último terço... a mais decisiva de todas as fases. A pressão aumenta! E os pontos são 'como pão para a boca'. Agora, mais do que em qualquer outra altura, começa a não haver margem para falhar.
-
Foto: Póvoa Semanário
-

domingo, setembro 27, 2009

Com os cumprimentos de Marco Cláudio, O Mercenário

--
Que me desculpem os vencedores, mas o Freamunde marcou o primeiro golo sem saber e chegou ao segundo sem querer. Melhor dito, sem nada ter feito para o merecer.
Apenas marcou, tirando partido de uma invulgar eficácia concretizadora... e de duas monumentais fífias da defesa poveira... sem dúvida o mais frágil sector do colectivo às ordens de Eduardo Esteves. O resto do jogo só deu VARZIM, VARZIM, VARZIM!!!!!!
Creio que, até para os adeptos do Freamunde (pelo menos para os que forem sérios) não restarão muitas dúvidas de que o resultado final é uma suprema injustiça para a qualidade de jogo, para a vontade e para a raça que os jogadores do Varzim espalharam em campo.
Não quero com isto dizer que merecíamos o triunfo. Mas, pelo menos, um empate não seria nenhum escândalo.
Do que vi, sob uma insuportável torreira, os nossos atletas são de uma bravura e de uma entrega que deve orgulhar todos os varzinistas. O resultado final é negativo, temos de o admitir. Mas com exibições assim só podemos ficar contentes com a nossa equipa. Se e quando formos mais felizes no capítulo da finalização e mais concentrados na defesa, certamente ganharemos mais vezes do que as que perderemos.
Eles deixaram tudo em campo para contrariar uma vantagem conseguida em dois lances puramente fortuitos. Os comandados de Regadas, O Imbecil (não merece outro epíteto depois das declarações produzidas no final do encontro), criaram três verdadeiras oportunidades de golo: as duas que marcaram por Bertinho e Marco Cláudio (a abrir e a fechar o primeiro tempo) e uma terceira, também na primeira parte, em que o #10 freamundense fez o mais difícil. À boca da baliza, com Marafona batido, mandou a bola ao travessão.
Quanto ao mais, o que se viu foi um Varzim excelente na circulação de bola, quase imparável do meio campo para a frente com Tito, Nelsinho, Mendes e Gonçalo Abreu a assumirem as despesas do jogo. Na frente, só mesmo Bruno Moreira (ainda longe da forma ideal, apesar do golo marcado) destoou ao não ser suficientemente agressivo na hora de apontar à baliza de Tó Figueira. E o que dizer do guardião do Freamunde? Bem... simplesmente inultrapassável, com empenho e qualidade por um lado, mas com muita, mesmo muita felicidade à mistura. Foi ele quem segurou a vantagem dos da casa e, qual mãos de ferro, foi sempre capaz de evitar o empate... mesmo quando tal parecia humanamente impossível.
Por exemplo, Figueira foi feliz naquele lance em que Mendes, na zona de tiro, pegou de lado na bola e espirrou-a quase para a lateral e foi herói quando, minutos depois, Ruben Saldanha disparou com selo de golo para uma defesa impossível.
Se juntarmos a isso tantos outros lances ao longo da primeira e da segunda parte, não correremos o risco de errar se dissermos que o guarda-redes do Freamunde terá feito o jogo da sua vida.
Mas só a besta do Jorge Regadas (que ficou escaldado com a expulsão) é que não admitiu isto. Preferiu jorrar boçalidades para os microfones das rádios locais. Absolutamente contrastante com o nível e a correcção de Eduardo Esteves.
Não queria terminar o post sem referir que errei na apreciação que fiz a umas declarações recentes do Emanuel ao jornal O Jogo. Ontem, no final do encontro, ele dirigiu-se aos adeptos do Varzim e foi o Manu que sempre conhecemos. Humilde e muito grato aos varzinistas por todo o apoio que lhe deram ao longo dos cinco anos que passou entre nós. E no regresso a casa tive a oportunidade de o ouvir dizer exactamente o mesmo na conferência de imprensa. Uma coisa são os adeptos... outra coisa é a direcção e os motivos que levaram o nosso ex-vice capitão a rumar a Freamunde.
Sinceramente esperava do Marco Cláudio a mesma atitude. Mas memória curta é coisa que abunda, sobretudo no mundo do futebol. Certamente o agora #10 de Freamunde esqueceu-se que foi sempre acarinhado pelos varzinistas, mesmo quando denunciou o contrato alegando salários em atraso, quando toda a gente sabia que o que ele queria era rumar a outras paragens aproveitando a abertura do mercado de Inverno. Mesmo aí, fechando os olhos a uma evidente quebra de lealdade para com o Varzim, os adeptos acarinharam-no.
Mas os homens também se vêem nestes pequenos grandes pormenores que fazem toda a diferença.
-

sábado, setembro 26, 2009

Quão cínico pode ser o futebol?

-
Houve uma equipa em campo que dominou em toda a linha. E houve outra que, com uma tremenda eficácia converteu duas das três oportunidades de golo que criou. Sem exageros, o empate (no mínimo) seria um desfecho bem mais ajustado ao que aconteceu em campo.
Se quiséssemos resumir o Freamunde, 2 x VARZIM, 1 a duas ou três linhas, esta seria a crónica ideal.
Mas é evidente que as leituras dos resultados diferem conforme as cores.
Só não é preciso ser estúpido como Jorge Regadas foi no final do encontro (para ouvir e chorar de rir!!!).
Bem mais equilibrada, séria e verdadeira foi a análise de Eduardo Esteves.
E Emanuel, definitivamente, enterrou o machado de guerra com o Varzim. Numa coisa ele tem razão e sabe-o por larga experiência entre nós. Não há mesmo adeptos como os do Varzim!
-
A crónica mais pormenorizada virá nas próximas horas.
-

quinta-feira, setembro 24, 2009

Uma tarde de reencontros...

--
... com Emanuel e Marco Cláudio.
O historial de confrontos em Freamunde é claramente desfavorável ao Varzim.
Para analisar em pormenor, clique na imagem em baixo.
-
-

segunda-feira, abril 06, 2009

Tão injusto que dá raiva!

-

-
23.ª jornada
-

----------

2-------------------------1
-

Marcha do marcador (Freamunde, 2 x Varzim, 1) - Rádio Mar

-

Coibo-me de comentar o jogo deste fim de semana. Não por falta de matéria - até porque o jogo foi de uma intensidade tal que fica na minha memória como um dos melhores que já vi esta época -, não por estar desiludido com o desempenho da nossa equipa... aliás, creio que nas circunstâncias actuais ninguém pode estar senão orgulhoso do que ontem se viu em Freamunde.
Hoje, a minha palavra é para estes 11 bravos e valorosos atletas que representam de forma digna e profissional as cores do nosso clube: no meio de todas as angústias que assolam o plantel, sem terem treinado durante a semana por falta de condições psicológicas que o permitissem, os jogadores do Varzim mostraram porquê que são OS MELHORES DA LIGA VITALIS... porque jogaram sem medo, apesar das dificuldades, porque jogaram melhor, mas muito melhor que os do Freamunde.
Porque, por tudo o que fizeram, esta derrota era a última coisa que vocês mereciam.
Perdemos... é certo. Mas eu não acredito que não haja um varzinista que não esteja orgulhoso da vossa entrega.
Vamos olhar em frente!
E vamos ter esperança... para que esta crise dos salários em atraso conheça um fim em breve... o mais breve possível.
Venha o Leiria... e que a vitória seja nossa!
Eu acredito na vossa força e na vossa coragem... e sei que não sou o único!
-
À MARGEM
-
Eduardo Esteves comenta uma partida que, no seu entender, teve um desfecho altamente injusto.
-

-
Objectivamente, o técnico poveiro referia-se à arbitragem.
-

-
Já Malafaia envia um recado à atenção dos dirigentes do Varzim.
-

-

quarta-feira, março 04, 2009

domingo, novembro 16, 2008

De novo a solução que salta do banco

-
8.ª jornada - Domingo, 16 Novembro, 2008

-

----------

2-------------------------1
-
-
Bruno Moreira e Marco Cláudio foram os obreiros de mais uma sofrida vitória varzinista em casa. O ponta de lança pelo golo que marcou (já lá vão três encontros como suplente utilizado e dois golos apontados... um registo verdadeiramente fantástico) e o #10 pela capacidade que teve em dar nova vida e muita classe à manobra ofensiva do Varzim.
Eles materializaram em justiça tudo aquilo que a equipa trabalhou mais e melhor do que o Freamunde - principalmente na segunda parte. Porque no primeiro tempo foi notório o equilíbrio entre ambos os lados: o Varzim sempre a tentar ter a iniciativa de jogo, mas que levou pela frente com um respeitável e - a espaços - até perigoso adversário... muito por culpa também de uns dois ou três lapsos de concentração da defensiva poveira.
Sem nenhum particular ascendente de qualquer das equipas, os golos que surgiram na primeira parte foram apontados da marca de grande penalidade.
Primeiro para o Varzim, por Nuno Gomes - que converteu no 1-0 uma carga pelas costas falta sobre Emanuel (não fosse o fiscal de linha levantar a bandeirola, provavelmente Rui Costa nunca a marcaria). Depois para o Freamunde que, por intermédio de Cuco, não perdoou Marafona e atirou para o empate na sequência de um lance tudo menos pacífico: Emanuel deixa-se antecipar por um avançado freamundense, corta a bola na atmosfera e acerta na canela. É falta sim... para cartão amarelo... tudo bem... fico na dúvida se seria efectivamente penalti, porque me parece que a acção ocorre fora da área de rigor.
Em todo o caso, com um igual no marcador, escrevia-se direito por linhas tortas ao final dos primeiros 45 minutos.
-
-
O segundo tempo trouxe uma tendência diferente. Rui Dias fez entrar Bruno Moreira para o lugar de Miran e o Freamunde respondeu com a entrada de um central mais alto - eventualmente para anular o jogo aéreo do #23 alvi-negro.
Era assim a aposta numa equipa com uma frente de ataque mais ágil e mais próxima da baliza de Tó Figueira. E os calafrios começaram a rondar as redes do Freamunde... havia mais Varzim - sempre mais inconformado à procura da vantagem - e o Freamunde ia-se apagando aos poucos... não arriscava, parecia satisfeito com o empate.
Uma atitude que fez com que o domínio alvi-negro se consolidasse à medida que os minutos passavam. Entretanto, Emanuel é expulso por acumulação de amarelos. O lado direito fica um pouco mais debilitado.
Mas quando tudo pareciam dificuldades, a equipa transformou-as em força... acrescida do toque de magia que faltava.
O mesmo vale por dizer que fazia falta um Marco Cláudio inspirado... e Rui Dias decide então trocar Malafaia para meter o #10.
A mudança foi notória e surtiu efeitos minutos depois. Marco Cláudio construiu toda a jogada que Bruno Moreira viria a transformar no 2-1 final... já poucos minutos faltavam para os 90 minutos.
Calaram-se de vez os galhardos adeptos do Freamunde e os varzinistas fizeram a mais que merecida festa.
Merecida e sofrida... tal como no jogo com o Feirense.
Mais uma vez, um final 'à Hitchcock'... com o mesmo decisor 'a picar o ponto'.
Quatro jogos em casa, quatro vitórias. Cumpre-se o objectivo traçado pelo treinador.
Falta começar a ganhar também fora de casa.
-

quinta-feira, novembro 06, 2008

Capões perdem invencibilidade na Póvoa...

-

-
-
-

-

Fase de Inverno - 5.ª jornada
-

----------

3---------------------------2

-
... e o Varzim soma o seu primeiro triunfo nesta edição da Liga Intercalar num jogo marcado pela produtiva exibição de Alexandre.
-
O capitão marcou dois dos três golos com que a turma varzinista derrotou o Freamunde que foi, por seu lado, um adversário difícil de dobrar.
Esteve até perto da igualdade em cima do apito final quando, com um golo de belo efeito, Cascavel colocou o resultado em 3-2.
-
-
Os campeões em título da Liga Intercalar alcançam assim o primeiro triunfo na edição 2008-2009 e ocupam o sexto lugar com seis pontos, a três do ainda líder Freamunde.
-

Fotos: Póvoa Semanário/Liga Intercalar

-

segunda-feira, março 03, 2008

Ganhar um ponto... ou perder dois?

-
Liga Vitalis - 21.ª jornada
-

scf ---1--x--1--- Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

-
É a pergunta que se impõe no rescaldo do Freamunde x Varzim deste domingo.
Atendendo à primeira parte da equipa da casa - marcou cedo, foi sempre combativa mas, todavia, infeliz (duas bolas no ferro de Bruno Vale) - o Varzim bem pode dar-se por feliz por não ter sofrido mais golos.
Sobretudo, olhando às fragilidades demonstradas pela defesa que foi bastante permissiva.
Exemplo disso é o golo do Freamunde logo apontado aos seis minutos por Bertinho, com a defesa do Varzim a ver o adversário isolado ao segundo poste e à vontade para fuzilar as redes de Bruno Vale.
O golo valeu uma boa reacção varzinista: à passagem do quarto de hora, Candeias e Alexandre puseram a baliza de Tó Figueira em sentido. Foi um dos pontos de viragem do jogo ainda no primeiro tempo: o Varzim equilibrou as operações e 'fez-se ao piso' para alcançar o empate.
-
-
Minuto 24, Bruno Moreira recebe um passe mágico do maestro Marco Cláudio e, isolado, dispara forte e certeiro para a baliza.
Na resposta, o Freamunde voltou ao jogo. Reagiu com a força que teve e pôde... mas foi infeliz.
Até ao intervalo, pertenceram aos da casa os lances de maior perigo, nomeadamente, as duas bolas ao poste e um lance (aos 31 minutos) que só não deu golo porque Bruno Vale fez (quase) o impossível e desviou a trajectória bola da baliza alvi-negra.
A segunda parte foi diferente. Mais equilibrada... mas com menos Freamunde e mais Varzim.
Os poveiros criaram perigo em jogo corrido, enquanto que os da casa só de bola parada faziam tremer o último reduto varzinista... e Bruno Vale, por sinal extremamente inseguro neste tipo de lances.
E, uma vez mais, Rui Dias peca por introduzir Yazalde tarde demais no jogo: o técnico deu apenas cinco minutos à jovem promessa e na primeira ou segunda jogada em que toca na bola quase que marcava, numa chapelada que - se entrava - ficava para a história como um dos melhores golos da época.
Depois disso, ainda Nuno Gomes arrepiou a espinha dos 'capões' ao cabecear a escassos centímetros da baliza de Tó Figueira, na sequência de um pontapé de canto.
A pergunta que se impõe então é: ganhámos um ponto ou perdemos dois?
Rui Dias disse na conferência de imprensa que não estava satisfeito com a atitude dos seus jogadores e admitiu objectivamente que o Varzim tinha perdido dois pontos. Eu acho é que o técnico alvi-negro tem é que estar também insatisfeito consigo próprio. A equipa podia ter conseguido um pouco mais... se o mister tivesse agido um pouco mais cedo.
Malafaia desabafou aos microfones da Rádio Mar, afirmando que a tarde em Freamunde poderia ter rendido um pouco mais.
Só o sub-capitão Emanuel reconheceu na divisão de pontos um resultado positivo para os poveiros.
Seja como for, estamos agora a sete - na prática oito - pontos dos lugares de subida com nove jornadas ainda pela frente.
Será que ainda nos é legítimo acreditar?
-

Foto: A Bola

-

quarta-feira, outubro 03, 2007

TV Varzim

-

-
-
Resumo: Porto Canal
Powered by: www.tvtuga.com
-

domingo, setembro 30, 2007

Yazalde partiu o 'autocarro'

-
Liga Vitalis - 6.ª jornada
-

Photobucket - Video and Image Hosting---2--x--0--- Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

-
-
Aquilo que o Varzim prometeu na primeira parte, materializou na segunda.
Ante um Freamunde, por sinal muito limitado para aquilo que se pede a uma equipa deste escalão, a turma poveira foi sempre melhor... mas na etapa inicial faltou sempre qualquer coisa.
Ou se perdia tempo e espaço com mais uma fintinha, ou os jogadores queriam levar a bola para casa ou simplesmente os remates não levavam destino de golo.
Houve inclusive unidades fundamentais da manobra ofensiva cujos rendimentos na primeira parte deixaram muito a desejar. Refiro-me a Chico - que, apesar de voluntarioso, não conseguiu fazer quase nada - e a Roberto - que teve pelo menos duas boas chances de fazer a festa mas errou o alvo... isto quando não era apanhado em fora de jogo, o que aconteceu várias vezes ao longo do encontro. Ao contrário, o jovem Candeias assumiu os comandos do ataque pelo lado direito e foi um dos melhores em campo. Rapidíssimo de pernas, com um sentido de domínio do esférico absolutamente notável, o #11 trocou completamente as voltas aos defesas do Freamunde. Teve nos pés uma boa oportunidade para abrir o activo... minuto 10, posição frontal à baliza de Figueira... a bola passou ao lado. Mas a sua tarefa fundamental era mesmo assistir.
Cruzou, cruzou e cruzou... mas estava escrito... na primeira parte havia de ser 0-0.

Do outro lado, os 'capões' montaram um esquema marcadamente defensivo, e perigo só mesmo em contra-ataque.
Mas se duas ou três situações preocupantes criaram, já foi muito... Bruno Conceição não teve de trabalhar muitas vezes.
Foi com nulo no marcador que se atingiu o intervalo e foi com nulo que se chegou quase ao fim do encontro. Pelo meio fica uma segunda parte em que foi tudo nosso. O Freamunde encostou todo aos últimos 20 metros e nem um único contra-ataque.
A equipa do Varzim estava completamente espalhada no campo e o massacre era constante e absoluto. Mas faltavam os golos!
O jogo caminhava do meio para o fim e já eu a pensar que esta seria mais uma crónica em que teria que dizer que o Varzim jogou muito mais, mas simplesmente não conseguiu rebentar com o autocarro que o adversário pôs à frente da baliza.
Até que entra Yazalde. O jogo ficou eléctrico!
O jovem avançado, chamado ao último estágio da selecção sub 19, foi decisivo na construção do triunfo.
Deu um ar da sua graça assim que entrou... ao ir à linha, pelo lado esquerdo, e a cruzar para Roberto que errou o tempo de salto e falhou o golpe de cabeça que poderia abrir o marcador.
O Freamunde podia considerar-se avisado. O golo estava por minutos.
E assim foi: aos 80, Yazalde esgueirou-se até à linha de fundo, assistiu Roberto que, de cabeça, enviou (mais em jeito do que em força) a bola lá para dentro. Um golo com responsabilidades para o guardião do Freamunde que se fez ao lance tarde de mais.
O ESTÁDIO EXPLODIU DE ALEGRIA!!!
Foi um orgulho enorme ver um miúdo da casa a sacar um lance de génio daqueles e a assistir um companheiro para o tão merecido golo.
Foi a primeira pedrada no autocarro do Freamunde. E isso teve consequências imediatas: os visitantes acusaram o nervosismo da desvantagem e abriram o jogo para correrem atrás do prejuízo.

Resultado? Levaram que contar outra vez. Cinco minutos depois do primeiro golo, Emanuel recebe a bola à entrada da área, descaído sobre a direita, e chama Figueira para fora dos postes. O #7 varzinista viu Chico isolado, em posição regular e sem oposição dos centrais do Freamunde, isolou o #25 que de baliza aberta só teve que encostar para o 2-0 final.
Questão arrumada e sem contestações. A superioridade varzinista mereceu este brilhante desfecho.
Três últimas notas: uma negativa, para a lesão de Marco Cláudio aos 40 minutos... o que forçou Diamantino a mexer na equipa... desconhece-se a gravidade da lesão, mas deverá haver novidades nas próximas horas. As notas positivas vão, em primeiro lugar, para a afluência de adeptos ao estádio: com toda a margem de erro a que estamos sujeitos neste tipo de contabilidades, confirmamos as nossas previsões e atiramos para os 2000 espectadores, 150 dos quais viajaram de Freamunde.
A última nota, e a mais positiva de todas (e porque não é demais repeti-lo) a exibição de luxo de Yazalde (na foto). Bastaram-lhe cerca de 15 minutos para ser o melhor em campo.
-
fotos: Varzim SC (Rui Carvalho) e Direitos Reservados
-