segunda-feira, março 29, 2010

Manutenção vai ser ao sprint

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O mais grave da derrota de ontem não é a exibição, a falta de golos, a falta de capacidade para recuperar da desvantagem no marcador. Esses têm sido os nossos problemas crónicos ao longo de todo o campeonato. E a factura está à vista.
A história de ontem conta-se num curto raciocínio: o Varzim foi superior em toda a linha na primeira parte, mas falhou na concretização. O Trofense aproveitou bem o desacerto dos poveiros e foi eficaz: marcou logo a abrir o segundo tempo e até podia ter feito um estrago maior. A trave impediu que tal acontecesse. Perdemos 0-1. E, pelo que (não) fizemos no segundo tempo, não é escândalo nenhum.
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Exigia-se mais um triunfo capital para prosseguir a luta a caminho da manutenção que tarda. Mas com a derrota, vimos os nossos adversários directos na fuga à despromoção (Covilhã e Chaves) aproximarem-se perigosamente. A ponto de, agora, já não termos mesmo nenhuma margem de erro. E há nesta série, encontros que podem ser decisivos: a recepção ao Penafiel, a deslocação ao Cartaxo para enfrentar o (condenado) Carregado... duas oportunidades para arrancar pontos fundamentais... e um Varzim x Covilhã de última jornada, verdadeiramente impróprio para cardíacos.
Melhor seria se a manutenção já fosse uma realidade nessa altura, mas temo que, depois da pobreza de ontem, tudo seja (ou esteja) bem mais difícil.
Porque a pressão aumenta e, sinceramente, temo mais pela juventude deste plantel do que pela sua qualidade. Essa ficou bem patente em tantas outras exibições bem conseguidas, mas que não tiveram o desfecho mais merecido.
Enfrentemos os factos: o Varzim está a perder gás na luta pela manutenção e, se a tendência não se inverter (ou seja, se não alcançarmos duas ou três vitórias consecutivas) arriscamos terminar a época de calculadora na mão... e com as mãos na cabeça.
Resolvidos (ou quase resolvidos) que deverão estar os problemas que - aparentemente - serão a razão para tão fraco desempenho, a solução deste imbróglio está nas mãos dos jogadores. E na capacidade da equipa técnica lhes transmitir a motivação que se impõe, em nome de uma vitória cuja necessidade é absolutamente imperiosa.
E, até ver, ainda só dependemos de nós para nos salvarmos do abismo.
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terça-feira, março 16, 2010

Palavras para quê?...

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Em meia hora, o Varzim sofreu três golos... todos com responsabilidades para a defesa.
No ataque fomos inofensivos.
Se na primeira parte, achava que 3-0 era um pouco pesado, ao fim dos 90 minutos, a vantagem aveirense justifica-se.
E já agora uma nota final (porque não me apetece falar mais sobre este lamentável incidente de Aveiro): não se pode encarar sem agressividade um encontro em que o nosso adversário sabia de antemão que, se ganhasse, assumia a liderança do campeonato.
Fomos muito, mas muito macios.
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segunda-feira, março 08, 2010

E o Óscar vai para...

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... Gonçalo Abreu! Foi ele o melhor actor num filme nem sempre cativante e que até podia ter acabado pior.
O madeirense - que tanta falta fez nos Açores por força do castigo imposto pelo quinto amarelo - voltou a ser o elemento decisivo, ao aproveitar um lance de génio iniciado a meio campo por Nelsinho. Um passe a rasgar toda a defesa gilista colocou Abreu na área, em posição de fuzilamento. Cara a cara com o ex-varzinista Márcio Ramos, o #23 não desperdiçou.
Estabelecendo a analogia com a longa madrugada dos Óscares de Hollywood que se avizinhava, o Varzim x Gil Vicente teve um final 'à Hitchcock' com suspense até ao último segundo. Contava-se o quinto dos cinco minutos de descontos e já todos estávamos a ver um filme repetido: controlo da partida que conduz à vantagem no marcador, seguida de um empate consentido num lance infeliz... e o desfecho, em tantas situações, acabou mesmo por ser uma igualdade desoladora. Igual à que tivemos de engolir há 15 dias com o Freamunde.
Pois bem, a sorte inverteu-se: em vez de sofrermos no final, marcámos e demos a volta ao texto quando já não havia tempo para mais.
Muitos varzinistas que se sentaram ao meu lado no topo sul vociferaram contra a qualidade da exibição. Diziam que tivemos uma sorte monumental. E é verdade que não houve brilhantismo na nossa prestação. Mas eu diria que fomos, finalmente, bafejados pela sorte que há tanto tempo teimava em fugir.
Por outro lado, ganhámos com sorte. É evidente que eu preferia uma vitória com uma joga de encher o olho. Ao invés, foram os deuses do futebol que tiveram de dar um empurrãozinho. So what? Numa altura em que os pontos são cada vez mais necessários, não me interessa que a equipa jogue mal (ou menos bem) desde que a vitória sorria. É uma espécie de lei da sobrevivência... não interessa quais os métodos da caça, o que importa é ter o que comer à mesa.
E, a cada três pontos, é mais um passo rumo à manutenção. Que é o mínimo... e o máximo... que se pode exigir num ano tão conturbado para o Varzim.
E embora, o sucesso desta semana não tenha sido suficiente para dar um grande salto na tabela, salva-se ao menos o resultado positivo que será, com certeza, um factor motivacional para a difícil deslocação ao recinto do Beira Mar, que nas últimas semanas tem vindo a perder o fulgor dos tempos em que liderava esta edição da Liga Vitalis.
Tal como nós, mas por razões distintas, eles precisam dos três pontos. E tal como nós, eles estão sob pressão. As posições começam a definir-se. A única equipa que parece ter destino traçado é o humilde Carregado que não deverá escapar à descida.
Quanto aos outros, a incógnita persiste. O campeonato começa a ganhar interesse.
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terça-feira, março 02, 2010

segunda-feira, março 01, 2010

Foi só um susto

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A reacção do Varzim à desvantagem de dois golos chegou bem perto do fim, numa altura em que a equipa dominava por completo as operações. Da bola à trave de Vítor Junior ao golo de Lelo distaram escassos minutos.
O Santa Clara tremeu mas não vacilou e acabou mesmo por vencer por 2-1. A justeza do resultado é questionável, mas as vitórias morais não dão pontos.
E a verdade é que nós somámos mais um jogo em que não estivemos mal, mas do qual não retirámos quaisquer dividendos. Sobretudo porque a concretização continua a ser um fracasso.
Vai valendo o facto dos nossos mais directos adversários na luta dos aflitos também não terem tido desempenhos por aí além.
Mas com o mal dos outros podemos nós e temos que continuar a depender de nós mesmos para alcançar a tranquilidade. Não nos resta, pois, outra alternativa que não seja obrigar o Gil Vicente a pagar as favas. Mas melhor seria se os Carregados, os Covilhãs, os Penafiéis e os Freamundes desta vida continuassem a marcar passo.
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domingo, fevereiro 28, 2010

Que eles caiam aos nossos pés

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Santa Clara x VARZIM
Estádio de S. Miguel, Açores
Hoje às 16 horas
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quinta-feira, fevereiro 25, 2010

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Descontinuidade forçada

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Meus amigos, é com pena que vos digo que não tenho conseguido acompanhar regularmente as últimas semanas da vida do nosso clube. É uma descontinuidade que não me agrada, mas que será resolvida assim que esteja despachada uma série de afazeres que têm sido absolutamente prioritários.
Ontem estive a sofrer à distância através da rádio e, daquilo que pude ouvir, fiquei com a sensação que ontem tivemos tudo para conseguir finalmente (e pela primeira vez esta época) uma série de duas vitórias consecutivas. Mas parece que o azar nos persegue: se umas vezes é a escassa e perdulária concretização, outras é o guarda-redes que cede um frango com um defesa a ajudar à festa. E tudo isto num fatídico último minuto que significou - tão somente - a perda de uma vantagem (2-1) que teria segurado três pontos capitais.
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Atenção... são coisas que acontecem. Mas cumprida que está a 20.ª jornada, não pára de crescer a extensa lista de azares em muitos embates em que fomos visivelmente superiores. Não nos adianta de nada lamentarmo-nos. E já perdemos a conta aos jogos bem conseguidos com pontos desperdiçados. Semana a semana, urge alcançar a pontuação necessária para que naveguemos até ao fim... sem grandes ambições, é certo (ou pelo menos sem nenhuma outra ambição que não a de conseguirmos um lugar o mais digno possível)... mas com a tranquilidade necessária para no fim do campeonato não sermos apanhados de calculadora na mão a fazer contas aos pontos que, por uma razão ou outra, nos foram escapando. O próximo duelo vai ser difícil. A deslocação aos Açores marca o reencontro com um Santa Clara que, com justiça, nos derrotou (e quase nos derreteu) na primeira volta, e que continua a precisar de pontos para não se perder dos lugares da frente onde agora figura uma improvável União Desportiva Oliveirense que, estou convencido, vai começar a distanciar-se da dupla de líderes... mais jornada, menos jornada. Ou seja: o Santa Clara x Varzim do próximo fim de semana é um embate entre duas equipas que, por razões distintas, necessitam - e de que maneira - dos três pontos em jogo. Justamente na altura em que a Liga Vitalis entra no último terço... a mais decisiva de todas as fases. A pressão aumenta! E os pontos são 'como pão para a boca'. Agora, mais do que em qualquer outra altura, começa a não haver margem para falhar.
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Foto: Póvoa Semanário
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terça-feira, fevereiro 16, 2010

A vitória aconteceu...

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... infelizmente não pude ir ver o jogo. Estava em viagem rumo ao sul e ia ouvindo na Antena 1 as informações que o Estácio Araújo ia dando a partir do Municipal de Chaves.
Foi uma alegria imensa, mas sofrer à distância é muito pior.
Sei que houve um grupo de corajosos varzinistas que enfrentaram o frio glaciar e estiveram lá ao lado dos rapazes.
Honra seja feita ao inexcedível Zé Rola que vai ver o Varzim onde pode, e que se deu ao trabalho de organizar um autocarro. Haja mais iniciativas destas!
Agora, queria que trouxessem aqui as vossas opiniões sobre como correu lá por Chaves!
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Foto: Póvoa Semanário
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domingo, fevereiro 07, 2010

Merecemos até ao fim

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Uma vez mais, tudo se poderia resumir a uma frase: o problema do Varzim não está na qualidade do seu jogo, mas sim na sua inquietante incapacidade de concretizar em golos o bom jogo que a equipa produz. Porque ontem, como em Barcelos (diante do Portimonense), ou como na Covilhã, ou em tantos outros confrontos, o Varzim dominou sempre, mas falhou golos que foi um disparate.
O exemplo mais eloquente da nossa triste sina foi o lance em que Gonçalo Abreu, isolado cara a cara com Paulo Santos, mesmo no último minuto da partida, disparou forte mas facilitando a defesa ao guardião canarinho. E foi um balde de água gelado sobre os adeptos.
Uma vitória diante do Estoril seria, sem dúvida, um desfecho mais verdadeiro para tudo o que se passou dentro das quatro linhas: um jogo agradável no qual, repito, a turma poveira foi sempre superior, não obstante uma ou outra situação de relativo perigo por parte dos rapazes da Linha.
Mas além disso, e talvez até mais importante, se tivéssemos vencido, teríamos conquistado o segundo triunfo consecutivo, que é sempre um tónico para o bem estar psíquico dos atletas e para auto-estima dos dedicados adeptos varzinistas que, de tão dedicados, até já mereciam ter sorrido mais vezes esta época.
Para a semana, vamos a Chaves defrontar aquela que talvez até possa ser (justamente) considerada a equipa sensação do nosso campeonato. Vindos da II Divisão Nacional, os flavienses ocupam uma posição altamente estável na tabela e já entraram para a história ao eliminarem o prmodivisionário Paços de Ferreira da Taça de Portugal, estando agora a apenas um passo do sonho de pisarem o mítico relvado do Jamor.
Parecendo que não, isso até pode jogar a nosso favor: admito que possamos encontrar um Desportivo de Chaves com excesso de confiança, mais focado no sonho da Taça do que propriamente no campeonato. Além disso, como dizia na semana anterior à vitória sobre o Feirense, julgo que temos todas as condições para ir lá vencer. Na primeira volta, a nossa vantagem tangencial foi sinónimo de sucesso, mas numa altura em que as nossas exibições não eram propriamente brilhantes.
15 jornadas volvidas, o cenário é substancialmente diferente para ambos os lados. Embora o Chaves beneficie do facto de estar mais bem colocado do que nós na tabela classificativa.
Haja esperança e, sobretudo, capacidade para materializar em golos aquilo que, ultimamente, temos feito tão bem: dominar e jogar melhor do que o adversário tantas semanas consecutivas (excepção feita ao estranho incidente de Oliveira de Azeméis) só está ao alcance dos melhores. No nosso caso, para que sejamos perfeitos, faltam os golos e as vitórias. Que venha já uma em Chaves!
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Foto retirada do blog Lobos do Mar
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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Por mais um passo rumo à tranquilidade...

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... VENCER, VENCER, VENCER!!!
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Vídeo: Varzinistas TV
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segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Finalmente, o mérito premiado!

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Se bom futebol é emoção a rodos, então o que ontem se viu foi o melhor exemplo disso: cinco minutos de jogo e o resultado em 1-1. Só mesmo ao alcance das melhores equipas.
A partir daí, destaco essencialmente a capacidade de sofrimento dos nossos rapazes que, face à pressão imposta pelo Feirense, aguentaram o barco, mostraram a segurança que faltou noutras situações, responderam melhor e acabaram por merecer o triunfo.
Os forasteiros dizem que a conquista do segundo golo foi um escândalo porque quando Abreu cruzou para a Moreira, a bola já tinha ultrapassado a linha de fundo. Foi efectivamente um erro de arbitragem com influência no resultado. Mas agora eu pergunto: e o penalti que o Artur Soares Dias ofereceu ao Feirense para abrir o marcador na goleada da primeira volta? Também não foi escandaloso? Pois é meus amigos. Isto é tudo muito bonito, mas quando nos toca a nós, aqui d'El Rei!
Além do mais, estou plenamente convencido que, se não fosse nesse lance, o Varzim alcançaria o triunfo noutra qualquer situação. Porque jogou melhor, porque foi a equipa que mais perigo criou, porque, por tudo o que já tinha feito - e bem - nas jornadas anteriores (excepção feita ao desastre de Oliveira de Azeméis), merecia voltar a triunfar no seu estádio.
Na verdade, a vitória de ontem foi a conquista mais aguardada dos últimos três meses. Gonçalo Abreu foi claramente o melhor em campo. Um verdadeiro portento: marcou um golo, na sequência de uma jogada de combinação na direita entre Mendes e Nelsinho. O cruzamento para os pés do #23 foi mortal... Paulo Lopes opôs-se uma vez, mas a recarga foi indefensável.
No segundo golo, fez uma daquelas arrancadas de levar tudo à frente e cruzou para Moreira assinar o golo da vitória.
Entre estes dois momentos, fica do Feirense a ideia de que já não é (nem para lá) a mesma equipa temível que nos enfiou quatro de uma assentada na primeira volta.
Ainda assim, continua a ser um conjunto que apresenta bom futebol e que, em vários momentos do jogo, conseguiu incomodar-nos e, até assustar um pouco. De resto, o golo do empate, alcançado na sequência de uma intercepção de cruzamento que Tito falhou, trouxe de volta o fantasma dos erros defensivos que tantas vezes nos penalizaram no passado.
Mas, tal como dizia na curta antevisão a este encontro, daqui resultaria a conclusão de que nem eles são os fora de série do início do campeonato, e nem nós (apesar das nossas limitações) somos os coitadinhos que levam pancada de toda a gente.
Este foi o melhor ensaio para a segunda vitória consecutiva. Para a semana, o jogo volta a ser em casa e, se tudo correr bem... e conforme eu espero... o Varzim vai voltar a vencer e vai, finalmente, começar a descolar dos lugares incómodos.
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domingo, janeiro 31, 2010

sábado, janeiro 30, 2010

É prá desforra!

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Na primeira volta fomos humilhados (com a ajuda do árbitro Artur Soares Dias). Mas o Feirense não é o mesmo portento da primeira volta... nem nós somos os fracalhotes que subiram ao relvado do Marcolino de Castro naquela tarde de canicula.
Isto apesar das dificuldades internas que enfrentamos. Vamos confiar que é desta que a vitória acontece. Para que o país possa ver pela televisão que, afinal, somos bem mais fortes e conseguimos muito melhor do que a classificação que ocupamos.
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domingo, janeiro 24, 2010

Excelente domínio... perdulária concretização

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Se há um dado que se pode retirar da partida de ontem na Covilhã é o de que a equipa recuperou completamente os níveis de auto-estima perdidos após a hecatombe da semana passada.
Foi uma mudança radical. O Varzim dominou o Covilhã a tempo inteiro, esteve sempre mais perto de marcar (mesmo com 10 em campo depois da forçada expulsão de Telmo) e chegou mesmo a introduzir a bola nas redes, mas o árbitro Catita entendeu que Mendes ajeitou a bola com a mão. Mesmo a bola enviada por Basílio à barra a poucos minutos do fim sai completamente ofuscada pela exibição da nossa equipa (mas se aquilo entrava era uma injustiça atroz).
Mas, de resto, continua a faltar o essencial: se é verdade que não perdemos, também é verdade que não ganhamos. Perdemos mesmo o hábito de vencer. E tudo por culpa de um desacerto ofensivo que, de tão persistente, é já uma autêntica pandemia para a qual ainda não foi encontrado o antídoto adequado. Lelo e Bruno Moreira são voluntariosos. Honra lhes seja. Mas não têm sido felizes. E, nesse sentido, é preciso admitir (ou reafirmar) aquilo que tem sido uma triste evidência desde o arranque do campeonato: o Varzim não tem quem marque golos. Ponto final! Não tem um goleador de serviço... um homem de área que, competente e continuamente, materialize em golos o domínio da equipa.
A imprensa desportiva desta semana confirmava o interesse do Varzim no marfinense Vouho, que viria (ou virá) emprestado pela Académica de Coimbra, após uma passagem - também por empréstimo - pelo Santa Clara na época passada, onde fez três golos em 22 jogos.
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Parece-me pouco para aquilo que precisamos. De qualquer maneira, o seu rendimento é, por agora, uma incógnita. É preciso que venha, que jogue, que se inspire por cá e que marque os golos que nos têm feito tanta falta. Porque boas exibições sem golos são pontos que vamos conquistando, um a um. Mas tal não chega para termos a tranquilidade que nos permita alcançar o último terço do campeonato sem a pressão de ainda não termos garantido a nossa permanência.
Por isso, é fundamental ganhar ao Feirense. À excepção da crise salarial (que afecta jogadores e a totalidade dos funcionários do clube), as condições para que tal aconteça estão reunidas: auto-estima recuperada, boas exibições, jogo na televisão (sempre que dá na SportTV, a equipa parece outra... sempre muito melhor).
Além do mais, há outra coisa: é preciso mostrar aos fogaceiros e demais adversários que a goleada (4-0) da primeira volta no Marcolino de Castro foi um lamentável engano.
Que não se pode repetir. E que terá de ser redimido!
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sábado, janeiro 23, 2010

Lopes de Castro até final de Maio

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O Conselho Varzinista decidiu que a actual direcção se vai manter em funções até ao final da época. A decisão foi tomada por unanimidade pelos 17 conselheiros que estiveram presentes na reunião realizada na última noite.
Apenas cinco não responderam à chamada.
Assim sendo, Lopes de Castro vê o seu mandato estendido até 31 de Maio. Não é nem o melhor nem o pior cenário. É a solução possível! Pessoalmente, estava entre aqueles que preferiam a alternância com uma direcção que caísse mais nas graças do Dr. Macedo Vieira.
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Como tal não é possível de momento, sou obrigado a partilhar o ponto de vista do presidente do órgão consultivo do Varzim. No final da reunião que durou até às duas da madrugada, João Leandro dizia-se satisfeito, por achar que "esta foi de momento a melhor solução para o clube".
Só ainda não se percebeu muito bem qual será o posicionamento da Câmara perante esta continuidade de Lopes de Castro. Sobretudo, no que concerne aos apoios financeiros.
É evidente que a Câmara não pode incorrer numa ilegalidade, dando o seu dinheiro directamente ao Varzim. Resta saber é se está disposta a ser o pivot da motivação do tecido comercial e empresarial do concelho para que o clube possa receber as ajudas necessárias.
Ontem mesmo o jornal A Bola aludia a uma eventual garantia financeira por parte da Câmara. Será que vêem aí tempos de maior folga orçamental? Há que esperar... e ter esperança.
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sexta-feira, janeiro 22, 2010

O futuro é hoje... e amanhã

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Há 15 dias a neve impediu que o jogo na Covilhã se realizasse.
A partida em atraso joga-se este sábado às 19:30 no Complexo Desportivo da Covilhã.
O objectivo essencial é recuperar a auto-estima que se esboroa a cada semana que passa, por falta de resultados, por problemas internos gravíssimos que tardam a ser solucionados.
O bater no fundo foi na semana passada, com o Varzim a ser humilhado em Oliveira de Azeméis e a cair, pela primeira vez esta época, para os lugares abaixo da linha de água.
À hora que vos escrevo este post, o Conselho Varzinista discute as saídas possíveis para o vazio directivo em que o clube mergulhou.
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O caminho mais provável é a constituição de uma comissão administrativa.
Há uma semana, entre outros adeptos que assistiam ao descalabro de Oliveira de Azeméis, um jornalista da Voz da Póvoa inquiriu-me acerca do actual momento directivo do Varzim.
Como não tenho nenhum receio de ser identificado nem pelo meu nome nem pelo meu número de sócio (quem ler a edição desta semana da Voz da Póvoa chega lá facilmente) - embora prefira assinar como Preto No Branco neste blogue - recupero e reitero o que disse à referida publicação:
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"A falta de listas nas eleições prende-se sobretudo com o mau momento financeiro, mas por aí se pôde ver a reacção de alguns Varzinistas de créditos firmados que tiveram receio de se assumir.
Poderá ser uma solução de equilíbrio ter uma C.A. com o apoio da autarquia. O Varzim é um clube viável, mas infelizmente são poucos os poveiros que se envolvem. A Póvoa tem que perceber que se não tiver o Varzim o custo vai ser muito maior (...) Defendo que a Póvoa não pode existir sem o Varzim. Infelizmente, para muitos, isso é indiferente"
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Agora é esperar os resultados de uma reunião que se adivinha muito longa...
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segunda-feira, janeiro 18, 2010

Esteves irritado

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Uma pergunta de um repórter (julgo que) da Rádio Onda Viva, acerca dos oito jogos consecutivos do Varzim sem vencer, motivou uma reacção irada do técnico do Varzim na conferência de imprensa após o desastre de Oliveira de Azeméis.

Eduardo Esteves levantou-se da cadeira a grande velocidade e virou as costas aos repórteres.
Não é uma atitude que se espere de um treinador que tem de estar preparado para responder às perguntas que lhe são dirigidas... por mais incómodas (ou aparentemente idiotas) que sejam. É legítimo que os repórteres as façam. E exige-se de um treinador profissional a capacidade suficiente para assumir responsabilidades, dando a cara e o peito às balas. Sobretudo quando as coisas estão mal. Porque exigem-se explicações - além da questão salarial - para aquilo que está a acontecer no Varzim.
Lembro-me que o último treinador que fez isso no Varzim (Horácio Gonçalves) não durou muito mais tempo no cargo.
Será este episódio uma premonição?
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domingo, janeiro 17, 2010

Uma tarde de pesadelo

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Aqui há uns anos seria impensável o Varzim ir a Oliveira de Azeméis e sair vergado à humilhação de uns concludentes 3-0. Hoje aconteceu. E não foi por culpa do árbitro - embora eu julgue que, em certas situações de decisão duvidosa, o benefício foi dado à turma da casa. Ou foram os cartões amarelos nunca mostrados, ou a permissividade do anti-jogo em vários momentos (João Pedro deu uma triste prova de falta de profissionalismo mesmo nas barbas dos adeptos do Varzim), ou os pontapés de baliza que eram sancionados, quando na verdade eram cantos a beneficiar o Varzim. E nem o terreno em péssimo estado seria razão suficiente para explicar a (quase) goleada que sofremos esta tarde.
Antes demais, há que ser sério e reconhecer: quando se perde por tão larga vantagem, questionar o porquê e o porque não da derrota é uma perda de tempo. Poderemos, isso sim, questionar a margem no marcador, mas é um facto indesmentível que a Oliveirense mereceu inteiramente a vitória. Por aquilo que jogou, inteiramente adaptada às condições do terreno pesado, e por aquilo que o Varzim não jogou por se ter apresentado com um 11 e com uma estratégia táctica impróprios para aquele tipo de relvado.
E depois, há insuficiências que se revelam quando falham elementos chave na equipa e outras que persistem teimosamente. Por exemplo, hoje, a defesa voltou a ser uma tremideira. Tão notória foi a ausência de Pedro Santos a chefiar o quarteto defensivo. No primeiro golo, foi Pica quem ficou mal na fotografia, no segundo foi Marafona e no terceiro... bem, no terceiro não há nada a fazer: um remate portentoso do meio da rua. Um grande golo em qualquer estádio do Mundo.
Na frente, é a desgraça do costume: na troca de bola não estamos mal, mas na hora H falha-se golos que é um disparate.
Agora juntemos a sucessão de resultados desportivos nada brilhantes à conjuntura que o clube vive actualmente: clube sem direcção, com comissão administrativa à vista (que só funcionará convenientemente se houver uma verdadeira renovação dos actores directivos e um envolvimento decisivo dos poderes político e económico do concelho), sem dinheiro para pagar a atletas e funcionários, sem poder ir ao mercado de Inverno, a tocar pela primeira vez esta época os lugares abaixo da linha de água.
Eu quis acreditar que o início da segunda volta seria também o arranque para um resto de campeonato tranquilo, cumprido com dignidade e sem sobressaltos de maior.
Sinceramente, tinha fé que em Oliveira de Azeméis iríamos dar uma prova de que estamos vivos e prontos para o que der e vier. Ainda não é tarde para corrigir a trajectória. Mas pelo resultado obtido, tivemos o pior começo possível. E a diferença para que os que já estão (eu já nem digo à frente) a meio da tabela começa a aumentar.
Depois da ida, sempre difícil, à Covilhã no próximo fim de semana, recebemos o candidato Feirense em casa para, pelo menos, tentar redimir os 4-0 da primeira volta.
Até pode ser que corra bem. Quando os jogos dão na televisão, a equipa esmera-se, transfigura-se, mostra ao país que a classificação que ocupa não corresponde à sua verdadeira qualidade nem aos problemas financeiros que o clube enfrenta.
Pena é que isso só aconteça quando os jogos dão na televisão.
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sexta-feira, janeiro 15, 2010

Para fazer melhor do que na primeira volta...

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... e muito melhor do que no ano passado. O Varzim perdeu 2-1 diante do clube da cidade de onde é natural Hermínio Loureiro, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, num encontro marcado pela arbitragem vergonhosa de João Capela.
Não há coincidências! Mas também se costuma dizer que o relâmpago não cai no mesmo sítio duas vezes... a ver vamos no próximo domingo, 15 horas, no Estádio Carlos Osório - cujo relvado (ou deverei dizer batatal) ficou famoso nas últimas semanas de Dezembro na sequência do mau tempo que adiou o encontro com o FC Porto para a Taça de Portugal.
Que São Pedro seja amigo e feche as torneiras. Para que não fiquemos com mais um jogo adiado por causa do mau tempo.
A propósito, a Liga confirmou que o jogo em atraso da 15.ª jornada na Covilhã fica marcado para dia 23 às 19:30.
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terça-feira, janeiro 12, 2010

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Reabertura da bancada central do Varzim marcada para 31 de Janeiro no Varzim x Feirense... com honras televisivas. O jogo será transmitido às 11.15 pela SportTV.
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Varzim SC Futebol SAD?

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Eis a receita de futuro que José Maria Reina defende para o Varzim.
Em entrevista ao programa Praça do Almada, da Rádio Onda Viva, o presidente da Assembleia Geral (AG) do Varzim defende que só com a constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva fica salvaguardo o património do clube. Não digo à partida que seja uma má medida. Até pode trazer resultados benéficos do ponto de vista da gestão do clube. Organiza-a, profissionaliza-a e isso é essencial. Mas, ao mesmo tempo, uma SAD acarreta implicações jurídicas, desde logo, o princípio da irreversibilidade: segundo o artigo 4.º do regime jurídico das sociedades desportivas, "o clube desportivo que tiver optado por constituir uma sociedade desportiva ou por personalizar a sua equipa profissional não pode voltar a participar nas competições desportivas de carácter profissional a não ser sob este novo estatuto jurídico". Ora, atendendo à frágil condição do Varzim, não sei se esta seria a situação ideal... até porque o clube padece de uma precária saúde financeira , o que põe em causa a sua liquidez e - por essa via - a sua viabilidade.
Ou seja, se corresse mal, a constituição de uma SAD iria MESMO CORRER MUITO MAL! Não digo que no futuro, com outra situação, com outro desafogo, a solução não passe por aí.
Pensar nisso no imediato parece-me despropositado e até perigoso para o futuro do Varzim.
É apenas a minha opinião, admitindo que sou um leigo nestas matérias jurídico-legais.
Qual é a vossa opinião?
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domingo, janeiro 10, 2010

Neve adia a conquista da Serra

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... neste cenário (bonito por sinal) era impossível jogar o que quer que fosse. Além de que seria uma tremenda violência expor os atletas a tamanha agressão climatérica.
Covilhã e Varzim voltarão a encontrar-se. Mas não nestas condições. A data mais provável é dia 24 de Janeiro (domingo), embora não esteja excluída a realização do encontro no dia 23.
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sábado, janeiro 09, 2010

Sob um frio de rachar...

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... vencer amanhã é fundamental!
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quarta-feira, janeiro 06, 2010

Campeões de Inverno

Golos de Mendes e Rafael Lopes dão passaporte directo para as meias finais.

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